O Cume brilhava um dia
Resplandecendo imponente
No cume dá nostalgia
E é com muita alegria
Que ao cume vai tanta gente.
E do cume me brotam flores
Na primavera aparecida
Do Cume me saem odores
Dessas plantas de mil cores
Que ao cume dão cor e vida
E quem vai ao cume cheira
Esse perfume de rosas
da carqueja e da rameira
E ao cume vão á carreira
Quando o cume tem mimosas.
Quando cai o sol a pino
Nos quentes dias de Verão
Ao cume iam meninos
Alguns muito pequeninos
Que ainda hoje ao cume vão
Vem o Outono e o cume fica
Com aspecto amarelado
Dá tristeza infinita
Parece que o cume grita
Vou ficar abandonado
E na época Setembrina
Parece que o cume morre
No cume cai neblina
E quando cai a chuva fina
A água do cume escorre
E quando caem chuvas grossas
Do cume saiem torrentes
Tão fortes que formam poças
Que impedem que p´las encostas
Ao cume vá muita gente.
Do Cume sai lodo e lama
Em dias de tempestade
Quando do céu saiem chamas
Há sempre álguem que clama
Acudam que o cume arde
Há trovões que alumiam
Relâmpagos que fazem lume
E aqueles que ao cume iam
E muito se divertiam
Agora não vão ao cume.
Quando é Dezembro chegado
A neve no cume cai
Com um manto esbranquiçado
O cume fica tapado
Já ninguém ao cume vai...
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FEV.de 98
Chula D´Águeda
Quando