- Eu só espero que tu não vás à assinatura do pato da Língua Portuguesa! – Dizia o Eça de Queirós para o Luís Vaz. – Ora essa! Eu acho que está na ora de ir, para omologar o acordo ortográfico e definir como avemos de escrever. Sim, porque de fato estamos a escrever letras que não dizemos e falar outras que só parecem atrapalhar.
- Eu até para comemorar o ato da assinatura do pato, já comprei um fato novo, porque de fato o pato da língua bem o merece.
- Cá para mim, não é boa pessoa quem não aceitar ir à assinatura do pato. E o ir ou não ir de fato novo, é um fato pouco relevante, apesar de a esta ora estar úmido lá fora, e eu ter uma érnia, retorquiu por sua vez o Fernando Pessoa.
- E virando-se para o Eça, e como já sabia que o Luís Vaz ia, porque de fato até foi ele que ajudou a comprar o fato novo para o ato da assinatura do pato, exclamou: Quer vás, quer não vás, com fato ou sem fato, eu vou! Embora reconheça que de fato, a assinatura do pato, é assassinar a língua portuguesa.
E virando-se para os dois, acrescentou: - No fim do ato da assinatura do pato, vai ser servido um arroz de pato para assinalar o fato à moda portuguesa. Por isso convém que todos avemos de ir de fato novo, porque de fato, a assinatura do pato, é um ato muito importante.
a) Notado autor deste diálogo:
- Será? a) por ora não me pronuncio, mas creio que está na hora de gritarmos bem alto, que este pacto é uma pactuada, e não, por terminar com um arroz de pato, mas admito também ser um facto.
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Chula D´Agueda