Falo baixo, não me ouvem.
Se grito, chamam-me louco.
Se eu não falo sufoco,
Sinto o amargo do fel.
É por isso que transporto
A revolta p’ro papel.
Por vezes perco a calma.
É o meu estado d’alma
E forma de estar na vida.
Sei que não ganho a “corrida”...
Sozinho não sou capaz,
Mas não ficarei para trás,
Pois não sou dos que desiste.
Creio que a razão me assiste.
Pois eu não grito sozinho
Minha fé não é um mito
Por isso contente fico
Se lerem este livrinho
Este meu terceiro grito
Que para vós aqui deixo...
É dos surdos que me queixo
Chula d’Águeda
Março 2004
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Chula D´Agueda