Primeira hora de vida
Por ser tão desconhecida
Ninguém se importa ou rapara
Incógnita também é a hora
Em que a vida vai embora
E o nosso coração pára.
Respirei p’ra dar um ai
No minuto em que nasci
Na altura não me importei
Mas hoje, crescido sei
Que já antes respirava
No ventre da minha mão…
Como não me importo agora
De saber o dia e a hora
Que meu coração bateu
E os pulmões respiraram.
Começo sim, a pensar
Como e quando vão parar
De bater o coração
E os pulmões de respirar
Deste pobre plebeu.
Não tenhamos ilusões
A todos tal como eu
Aqui eu quero lembrar
Cedo ou tarde vai chegar
O derradeiro instante
Em que os nosso pulmões
Deixarão de respirar
E doravante o coração
Então, deixa de bater.
Deixo como reflexão
O bater do coração
E o ar dos meus pulmões
São duas boas razões
Para o poema em questão.
Chula d’Águeda
Janeiro 2009
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Chula D´Agueda