Ai se eu fosse doutor
De certo outros amores
Eu tinha, mas na verdade
Eu sinto muita vaidade
De ser eu e muito eu.
Eu nunca tive "padrinhos"
Eu nunca peço jeitinhos
Quanto tenho é muito meu.
As coisas boas que faça
Caiem sempre em desgraça
Por mais verdades que encerre
Pois quem não tiver dê érre
Nunca terá cotação
Nem alguém que o lisonge.
O hábito faz o monge
Bem certo está o rifão.
Nesta vil sociedade
Não tem expressividade
O que escrevo com amor.
Para si grande estupor
Que me chamou plebeu
Porque se julga doutor
Fique sabendo senhor
Não é mais doutor que eu...
Ai se eu tivesse um Dê Érre
(a um senhor de Águeda que troçou dos meus trabalhos poéticos)
1997,
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Chula D´Agueda