Num jardim onde há plantas aos milhões
Umas más, outras nem tanto, outras melhores
Dessas plantas brotaram duas flores
Cheias de vida, com dois ternos corações.
Mais tarde, viriam a chamar-se, pai e mãe
E deles nasceram quatro botões de rosa
O Tó, a Lídia, linda e formosa
Os lourinhos, Ni e o Dadito, homens de bem.
Que lindo canteiro então formaram
Apesar de tanta junça, tanto joio
Os quatro botões, com amor e muito apoio
Pouco a pouco, com outras flores se casaram.
E o lindo canteiro se divide
Noutros canteiros que o tempo vai formando
Há novos rebentos que vão desabrochando
E o primeiro que nasce, é o David.
A seguir vem o Renato, o”traquinas”
Tal como o pai, de cabelo muito louro
Dois rebentos que são mais que um tesouro
Sem preço, pois são duas jóias finas.
Multiplicam-se as flores e os canteiros
Se repetem, qual Bolero de Ravel
Da Lídia, desabrocha o Daniel
Tão querido e desejado, como os primeiros.
Três botões, por quem há muita afeição
Mas sente-se que está a faltar uma menina
Da Nilde, nasce a linda Carolina
Foi a jóia da coroa, desde então.
Os canteiros estão muito mais formosos
Mas há lugar para muitas mais flores
Vem o Filipe a juntar-se aos amores
Que fazem os Avós, muito vaidosos.
Que com dignidade lutam dia a dia
Para que aos canteiros nunca falte a cor
E é da Lili, que vem um outro amor
O lourinho Manuel, oh que alegria.
Alegria que não pára de brotar
Se parasse seria grande pena
E a mais jovem flor, a Madalena
A linda Ana Jorge, faz desabrochar.
Ao Daniel e ao Filipe, falta a mana
Que a flor chamada Lídia, também quer
E é desta, que tem sabido ser mulher
Que brota mais um rebento, a Juliana.
Esta genealogia não é um sonho
É antes uma bela realidade
E é neste jardim de felicidade
Que nasce o Diogo, botãozinho tão risonho.
Nove rebentos, nascidos de quatro flores
Onde há o amor, como insígnia
As plantas foram o António e a Virgínia
Para quem os netos são nove amores.
Esta linda e bela Genealogia
Que formam canteiros floridos dum jardim
Traduzem o que vai dentro de mim
Autor desta linda poesia.