Ó Placas que jazeis
Pelas bermas das estradas !
Dizei-me o que fazeis
P'ra serdes tão mal tratadas ?
Derrubadas ou partidas,
Que triste suplício o vosso.
De ver-vos tão destruídas
Confesso que mais não posso.
Uma aqui, outra acolá,
E outra mais adiante.
Destruídas tantas há
Não é verdade caminhante ?
Ó vós todos que passais
Pelas estradas além.
Dizei-me se não estais
Tristes como eu, também ?
Todos não. Pois há alguém,
Que em "matá-las" tem prazer.
Ess'alguém, não é "ninguém".
Racional não pode ser.
Elas, a mais não estão.
O bom senso assim o diz.
Pois todas de mais não são
P'las estradas do País.
Acolá, algumas faltam,
Ali outra e outr'além.
Porque razão as maltratam
S'não fazem mal a ninguém ?
Passam-se coisas na terra
Que não sei compreender.
Qual o porquê desta guerra
Quem ganha em tal fazer ?
Que usem cabelos compridos
Isso ao mundo tanto faz,
Mas busquem outros brinquedos,
Deixem as Placas em paz.
O civismo está morto.
O mundo não aceita.
Pois este sempre foi torto,
E nunca mais se endireita !
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Chula D´Agueda